Localização do Centro Social Paroquial Imaculado Coração de Maria


 

G.P.S
8º42,6433 Oeste
41º3276 Norte


“VILA COVA - SANTA MARIA”

Como o nome indicava, (Villa Concava) a freguesia fica em terras baixas na bacia do Cávado. É irrigada por dois ribeiros (Agro do Banho e São Gonçalo), confrontando a Norte com Palme e a Poente com Palmeira de Faro e Gemeses (estas freguesias do concelho de Esposende), a Sul com Perelhal e a Nascente com Creixomil, Vilar do Monte e Feitos.

            Em 1220, dizia-se "De Sancta Maria de Villa Cova de Terra de Neiva" e era Reguenga só em parte, já que a Igreja não era do padroado régio. Dependia do Castelo de Neiva e, ao que parece houve aqui um antigo Mosteiro de freiras beneditinas. As Inquirições de 1220 registam o nome duma antiga paróquia de São Salvador do Banho, na qual existia o topónimo Alvarão. Banho, anexa a Vila Cova desde 1838, foi uma Comenda da Ordem de Cristo (1515 a 1566). A Igreja Matriz era a antiga Igreja conventual dos Cônegos Regrantes aqui instalados entre os séculos XI e XII extinto em 1441. Teotónio da Fonseca refere uma tradição local que localiza a primitiva Igreja de Vila Cova, no Enchate, mas sabe-se que Enchate foi também uma paróquia cedo extinta, entre Vila Cova e Feitos.

Alvarão é um sítio arqueológico, estudado pelo Dr. Brochado de Almeida que deriva o nome, de Alvar (Villa Alvarani). Se considerarmos a existência nas redondezas doutros topónimos (Alvarim e Alavarinha), com idêntica origem, pôr-se a hipótese duma grande propriedade aqui organizada por um Suevo. Esta provável Vila Alvanini, está documentada por muitos pedaços de tegulae, alguns pesos de tear e fragmentos de cerâmica tardo-romana. Teotónio da Fonseca informa que as correntes de ouro existentes no Museu de Barcelos, foram encontradas no lugar de Mereces em 1938.

Um outro topónimo com simular interesse, mas de difícil cronologia, é o de Revilhões (Campo do Lombo), onde foram encontrados tegulae e mós manuais, estas a indiciar um casal agrícola da Alta Idade Média.

Mais importante ainda é a Estação Arqueológica de Mereces, onde logo chama a atenção o topónimo Paço que já Alberto Sampaio relacionava com uma Villa Romana. Teotónio da Fonseca informou no mesmo sentido. De facto, em 1985, começaram a aparecer grandes silhares almofadados, fustes em granito, tijoleira de pavimento, dois capitéis e muita cerâmica, alguma comum romana, mas também castreja, tudo a indicar o início da Villa, no início da era Cristã. As intervenções arqueológicas sistemáticas que se seguiram com programa adequado, apesar de cercada pelas inúmeras casas recentes, mostraram terem sido construídas aqui inúmeras estruturas edificadas aquando da romanização do Conventus Bracaraugustanus. Terá sido uma grande Villa sobre a qual assentam hoje novas casas, a estrada camarária e a antiga Casa do Paço. Tinha um conjunto termal e um conjunto que formava o Pallatium. Para instalar a Villa os ocupantes do início do século I, quase arrasaram uma ocupação castreja anterior de que foram aparecendo vários vestígios, nomeadamente cerâmicos. Esta ocupação castreja, está certamente relacionada com a tendência à exploração agrícola das terras baixas e férteis do Vale de Vila da Cova - Banho, e estará certamente na esfera de influências do Castro de São Mamede. 

Quanto á Vila Romana, perdurou pelos finais do Império e pela Alta Idade Média até aos nossos dias, um processo de continuidade que bem merecia aprofundados estudos monográficos. O espólio de todo o tipo já encontrado e a que se tem dedicado o Dr. Brochado de Almeida que também dirigiu e participou no que foi possível levantar nesta importante estação, parecem de tão grande riqueza arqueológica e patrimonial, que há por certo ainda muito a esperar deste Paço de Mereces. O mesmo, se poderia dizer do velho Mosteiro de São Salvador do Banho, se o acaso e o tempo o não tivessem reduzido a ruínas, algumas delas inconscientemente aproveitados para a construção da actual Matriz de Vila Cova. Outras, foram arrematadas ou trocadas por leiras de terra. Escapou um fragmento românico de pedra com o Cordeiro Pascal, hoje no Museu de Barcelos.

O Centro Social Paroquial Imaculado Coração de Maria situa‑se na Rua Mosteiro de Banho, n.º 1959, freguesia de Vila Cova, concelho de Barcelos, junto à Igreja Paroquial.


O CSPICM – Centro Social Paroquial Imaculado Coração de Maria, é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, pessoa jurídica canónica pública, com sede na freguesia de Vila Cova.

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